A reforma ortográfica do inglês americano é um tema central para entender as diferenças entre o inglês britânico e o inglês americano. Na verdade, fala-se em reforma ortográfica do inglês americano mas a mesma não ocorreu da mesma forma que a língua portuguesa no Brasil. Foi mais um processo e esse processo buscou simplificar a escrita e torná-la mais lógica e acessível, principalmente no século XIX, quando o filólogo e lexicógrafo Noah Webster liderou as propostas de mudança.
1. Origem da reforma ortográfica americana https://en.wikipedia.org/wiki/English-language_spelling_reform
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O inglês herdou uma ortografia irregular, resultado do Great Vowel Shift, das influências do francês, do latim e de outras línguas.
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Noah Webster (1758-1843), autor do famoso Webster’s Dictionary, acreditava que os Estados Unidos precisavam de uma identidade linguística própria, diferente da ortografia britânica.
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A proposta era simplificar, padronizar e nacionalizar a escrita do inglês americano.
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2. Principais mudanças introduzidas
A simplificação ortográfica do inglês americano pode ser vista em vários padrões que diferenciam os EUA do Reino Unido até hoje:
| Britânico (UK) | Americano (US) | Mudança proposta |
|---|---|---|
| colour | color | Remoção do “u” em palavras terminadas em -our |
| honour | honor | Idem |
| centre | center | Troca da ordem “re” → “er” |
| theatre | theater | Idem |
| defence | defense | Substituição do “c” por “s” em alguns casos |
| licence (n.) | license | Padronização |
| travelling | traveling | Redução de consoante duplicada |
| cheque (cheque/banco)
o verbo é check mesmo |
check | Simplificação fonética |
3. Objetivos da reforma ortográfica
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Simplificação – reduzir letras desnecessárias, tornando a escrita mais próxima da pronúncia.
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Nacionalismo linguístico – criar uma ortografia que refletisse a identidade cultural americana.
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Acessibilidade educacional – facilitar a aprendizagem da escrita para estudantes e tornando as aulas mais produtivas com espaço para aprendizagem de outros temas.
4. Impacto cultural e histórico
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A reforma não foi adotada oficialmente pelo governo, mas se espalhou por meio do dicionário de Webster, que se tornou a referência padrão nos EUA.
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Revistas, editoras e escolas passaram a adotar o American spelling, consolidando o modelo.
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Essa mudança reforçou as diferenças entre inglês americano e britânico, ainda hoje perceptíveis na ortografia, vocabulário e pronúncia.
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Alguns movimentos do século XX tentaram radicalizar a simplificação (como “spelling reform associations”), mas a maioria das propostas extremas não vingou.
5. Diferenças de percepção: inglês britânico x inglês americano
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Para britânicos, muitas mudanças pareceram simplificações excessivas ou “erros” ortográficos.
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Para americanos, a ortografia simplificada passou a ser vista como mais prática e eficiente.
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Hoje, tanto no mundo acadêmico quanto no digital, ambas coexistem, mas o inglês americano é predominante na internet, ciência e negócios.
6. Legado atual
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A ortografia americana simplificada é ensinada em escolas nos Estados Unidos e adotada em grande parte da mídia global.
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O dicionário de Webster ainda é uma referência.
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Em contextos de SEO e produção de conteúdo digital, é recomendável optar pelo inglês americano, pois corresponde ao padrão mais usado em buscas, artigos científicos e publicações online.
Conclusão
A reforma ortográfica do inglês americano liderada por Noah Webster representou um marco na história da língua. Ela simplificou a escrita, reforçou a identidade nacional dos Estados Unidos e estabeleceu as principais diferenças entre a ortografia britânica e a americana. Até hoje, o “American spelling” é dominante em muitas áreas globais, consolidando seu papel não só linguístico, mas também cultural e político.